Evento  ·  São Paulo  ·  Agosto–Outubro 2026

Exposição Imersiva:
O Brasil de Tarsila

A maior exposição imersiva já dedicada à artista está acontecendo em SP

Mais de 10 salas, 40 obras, projeções de 360 graus e aromas que guiam a visita. Inaugura o Nubank Arte Lab no Conjunto Nacional, na Paulista. Fica até 31 de outubro — e vale muito a pena.

+10
Salas imersivas
40
Obras revisitadas
140
Anos de Tarsila
 
Role para ler
Data
15 ago – 31 out 2026
Horário
Qua–Seg, 10h às 22h
Local
Nubank Arte Lab – Conjunto Nacional, Av. Paulista 2.073, 1º andar
 

Tarsila do Amaral está completando 140 anos de nascimento. E São Paulo está celebrando da forma mais à altura possível: a maior exposição imersiva já dedicada à sua trajetória abriu as portas em agosto, no Nubank Arte Lab — o novo e maior espaço de experiências imersivas do Brasil, localizado no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

O Brasil de Tarsila não é uma exposição convencional. Não há obras em molduras em paredes brancas. É um mergulho físico no universo visual da pintora — projeções de 360 graus, cenografia imersiva, trilha sonora, dispositivos interativos e até aromas que acompanham cada sala da experiência.

01   A exposição

O que você vai encontrar em mais de 10 salas

A mostra revisita cerca de 40 obras de Tarsila — pinturas icônicas, desenhos, esboços e ilustrações — por meio de projeções monumentais de 360 graus que transformam o visitante em parte da composição. Você não olha para as obras: você está dentro delas.

Cada sala tem uma identidade própria. Algumas são sensoriais — com aromas desenvolvidos especificamente para reforçar o universo de cada fase da artista. Outras são interativas — com dispositivos que permitem explorar o processo criativo de Tarsila, entender como ela construía suas composições, quais referências influenciaram cada obra. É uma experiência pensada tanto para quem já conhece a trajetória da artista quanto para quem vai encontrá-la pela primeira vez.

Um detalhe importante: todo o conteúdo audiovisual foi desenvolvido por artistas visuais — não por inteligência artificial. A proposta é usar a tecnologia como amplificador da experiência artística, não como substituto da criação. A curadoria é assinada por Paola do Amaral Montenegro, gestora da Tarsila do Amaral S.A., e Juliana Miraldi, pesquisadora e curadora de exposições imersivas — o que garante fidelidade histórica e estética à trajetória da pintora.

Obras que aparecem na exposição
AbaporuAntropofagiaOperáriosA CucaO SonoSão PauloReligiões BrasileirasFigura SóAutorretrato (Le Manteau Rouge)+ 30 outras obras

"Seguindo os moldes de consagradas mostras internacionais dedicadas a Van Gogh e Monet, o projeto traz a genialidade nacional para o centro dos holofotes tecnológicos. Agora, é a vez de uma artista brasileira ocupar esse espaço."

 
Tarsila do Amaral S.A. — sobre O Brasil de Tarsila
02   A artista

Por que Tarsila merece essa exposição

Tarsila do Amaral é a figura mais importante do modernismo brasileiro. Mas esse título, por ser tão repetido, às vezes perde o peso que merece ter. O que Tarsila fez foi criar, praticamente do zero, uma linguagem visual brasileira — uma paleta, um repertório de formas, uma mitologia visual que antes dela simplesmente não existia na pintura nacional.

Ela voltou da Europa com a bagagem do cubismo e do modernismo francês — estudou em Paris, conviveu com Léger, Brancusi, Delaunay. E em vez de reproduzir o que via lá, usou essas ferramentas para olhar para o Brasil com outros olhos. O azul-ovo, o rosa-carne, as formas simplificadas de fauna e flora tropical, as figuras humanas distorcidas que parecem feitas de argila — tudo isso é Tarsila. Tudo isso é Brasil visto de dentro, por uma artista que tinha o vocabulário técnico para transformar o que via em arte de alcance universal.

Nas últimas décadas, o reconhecimento internacional foi se consolidando: obras dela estão em museus de Paris, Nova York, Buenos Aires. O Abaporu, avaliado em mais de US$ 1,5 milhão, é a obra mais valiosa do modernismo brasileiro. E em 2026, ao completar 140 anos de nascimento, ela recebe a maior exposição imersiva já dedicada a um artista brasileiro.

O Abaporu foi pintado em 1928 como presente de aniversário para Oswald de Andrade. A figura de pé descalço enorme, cabeça pequena e braço inclinado sob o sol do sertão se tornou o símbolo do Movimento Antropofágico — e hoje é a obra mais valiosa do modernismo brasileiro. Se há uma obra que resumiria o que você vai ver na exposição, é essa.
TARSILA DO AMARAL — PARCERIA OFICIAL · 1928
Abaporu — Tarsila do Amaral
A obra mais valiosa do modernismo brasileiro — reprodução oficial licenciada, exclusiva da Moderna Quadros no Brasil
03   As fases

Três fases, um Brasil inteiro

A trajetória de Tarsila passou por três fases que a exposição provavelmente vai percorrer — e que representam três olhares diferentes sobre o Brasil. Entender esse arco antes de entrar nas salas enriquece a experiência.

I
Pau-Brasil (1924–1928)

O Brasil tropical, festivo, exuberante. A Caipirinha, o Mamoeiro, o Morro da Favela — um país visto com olhos que acabaram de aprender cubismo mas escolheram usar essa técnica para celebrar a paisagem local. O azul-ovo e o rosa-carne são desta fase.

II
Antropofagia (1928–1929)

A fase mais mítica. Abaporu, Antropofagia — obras que deram base visual ao Movimento Antropofágico de Oswald de Andrade. Figuras humanas distorcidas, surrealistas, que parecem crescer da terra brasileira. A fase onde Tarsila cria sua mitologia pessoal.

III
Social (1930s)

A Tarsila política. Operários (1933), com seus 51 rostos anônimos sobre um céu de chaminés, é a obra mais importante desta fase — e uma das mais relevantes de toda a arte brasileira. A paleta escurece, o olhar se vira para as margens da industrialização.

Antropofagia (1929) é a síntese da fase mais mítica de Tarsila — figuras que crescem da terra, frutas que são também corpos, um universo visual que não existe em nenhum outro artista. Vai estar nas projeções da exposição. E pode estar também na sua parede.
TARSILA DO AMARAL — PARCERIA OFICIAL · 1929
Antropofagia — Tarsila do Amaral
A síntese da fase mais mítica — o universo visual que vai aparecer nas projeções de 360 graus da exposição
04   Informações práticas

Tudo que você precisa saber antes de ir

Local

Nubank Arte Lab — Conjunto Nacional, Av. Paulista 2.073, 1º andar, São Paulo

Período

15 de agosto a 31 de outubro de 2026

Horário

Quarta a segunda, das 10h às 22h · Fechado às terças-feiras · Última sessão às 21h, último horário de entrada às 21h20

Duração

Aproximadamente 30 minutos por sessão

Ingressos

Dias úteis: Inteira R$ 80 · Meia R$ 40
Fins de semana e feriados: Inteira R$ 100 · Meia R$ 50
Clientes Nubank têm 35% de desconto em um ingresso · Via feverup.com

Idade

Livre para todas as idades · Menores de 16 anos somente com responsável legal ou autorização formal

Acessibilidade

Web App UMPRATODOS com audiodescrição, vídeo libras com legenda e texto com imagens — disponível para Android, iOS e browser

05   Depois da exposição

Depois da exposição, a obra fica com você

Uma exposição imersiva tem a capacidade de fazer você ver uma obra com outros olhos — de dentro para fora, em vez de fora para dentro. Quando você sai de O Brasil de Tarsila, o Abaporu que você já conhecia de foto vai parecer diferente. A Antropofagia vai ter outra profundidade. Operários vai ter mais peso. Isso é o que as boas exposições fazem: mudam a relação que você tem com as obras para muito além do tempo que você passa nelas.

Para quem quiser levar um pedaço dessa experiência para casa: a Moderna Quadros tem parceria oficial com a Tarsila do Amaral S.A. — é a única loja no Brasil com direitos legais de comercializar reproduções das obras de Tarsila. As impressões são em altíssima resolução, licenciadas pelos herdeiros e com o mesmo rigor de fidelidade estética que a exposição promete nas projeções.

Operários (1933) — 51 rostos anônimos, chaminés de fábricas, uma das obras mais politicamente relevantes da arte brasileira. Vai aparecer nas salas da exposição. Depois que você a ver projetada em 360 graus, vai querer ela também na sua parede.
TARSILA DO AMARAL — PARCERIA OFICIAL · 1933
Operários — Tarsila do Amaral
51 rostos, nenhum nome — a obra da fase Social que a exposição vai trazer de volta com toda a força que merece
Morro da Favela (1924) é uma das primeiras obras da fase Pau-Brasil — o Brasil tropical que Tarsila encontrou ao voltar de Paris. Casas coloridas, natureza exuberante, pessoas que a arte erudita da época preferia não ver. Uma obra que antecipou o olhar social da fase seguinte.
TARSILA DO AMARAL — PARCERIA OFICIAL · 1924
Morro da Favela — Tarsila do Amaral
O Brasil tropical da fase Pau-Brasil — uma das primeiras representações dignas da favela na arte erudita brasileira
PARCERIA OFICIAL · ÚNICA NO BRASIL
Coleção Tarsila do Amaral
Abaporu, Antropofagia, Operários, Morro da Favela e toda a coleção — a única loja no Brasil com direitos legais de comercializar reproduções de Tarsila